Dá-nos, Senhor, aquela paz estranha
que brota em plena luta como uma flor de fogo;
que rompe em plena noite
como um canto escondido;
que chega em plena morte com o beijo esperado.
Dá-nos a Paz
dos que caminham sempre
nus de toda vantagem
vestidos pelo vento da Esperança.
Aquela Paz dos pobres, vencedores do medo.
Aquela Paz dos livres, amarrados à vida.
A Paz que se partilha em igualdade como a água e a hóstia.
Aquela Paz do reino, que vem vindo, inviável e certo...
Dá-nos a Paz, a outra Paz, a tua!
Tu que és nossa Paz!
Pedro Casaldáliga